6 Junho 2006
A Leishmaniose Canina é endémica em grande parte de Portugal Continental e nos últimos anos tem-se verificado um aumento muito significativo da seroprevalência em cães. Na região de Trás-os-Montes foram registadas seroprevalências de perto de 20%, em estudos efectuados em 1999 e 20001,2. Em 2002 e 2003, estudos efectuados no Distrito de Lisboa e Setúbal permitiram determinar seroprevalências de 16,1% e 21,4%, respectivamente3. Estudos efectuados anteriormente nestas regiões permitiram determinar seroprevalências significativamente inferiores4,5,6,7. Mais recentemente, foi determinada uma seroprevalência de 12,5% na região da Cova da Beira (Covilhã)8.
Empiricamente, sabe-se que outras regiões de Portugal Continental são também problemáticas, nomeadamente, o Algarve, grande parte do Alto e Baixo Alentejo, Ribatejo e Beiras.
Um relatório recente da Organização Mundial de Saúde (OMS)9, sobre doenças humanas transmitidas por vectores, recomenda que os donos, que vivam ou que viajem com os seus cães para zonas endémicas de Leishmaniose, devem proteger os seus cães desta doença fatal e zoonótica, através da colocação de coleiras impregnadas de deltametrina. A protecção dos cães das picadas dos flebótomos, infectados com o parasita Leishmania infantum, irá ajudar a prevenir que aqueles se infectem e, consequentemente, irá diminuir o risco de transmissão ao Homem e a outros cães.
A única coleira impregnada de deltametrina actualmente registada e comercializada no mercado é a Scalibor ProtectorBand.
“A OMS reitera, neste relatório, que a Leishmaniose Canina está a aumentar e que este facto poderá transformar-se num problema sério, se nada for feito para parar o aumento e disseminação desta doença”, comenta Rodolfo Neves, Responsável Técnico e de Marketing dos Medicamentos de Animais de Companhia da Intervet Portugal. “Assim, torna-se prudente que os donos sigam o conselho da OMS e que coloquem nos seus cães uma Scalibor® e que a mantenham durante toda a época de risco (que pode ir de Março a Outubro), para ajudar a proteger os cães e o Homem desta grave doença”.
Para mais informações sobre a Scalibor®, contacte a Intervet Portugal, Lda.
Referências
1. Cardoso, L. et al (2004b). Serological survey of Leishmania infection in dogs from the municipaly of Peso da Régua (Alto Douro, Portugal) using the direct agglutination tes (DAT) and fast agglutination screening test (FAST). Acta Trop 91: 95-100.
2. Cardoso, L. et al (2004a). Seroepidemiological study of canine Leishmania spp. infection in the municipally of Alijó (Alto Douro, Portugal). Vet. Parasitology 121:21-32
3. Afonso, M.O. et al (2004). The importance of stray dogs in the transmission of Leishmania infantum in periurban areas: epidemiological survey in the Lisbon region. IX European Multicolloquim of Parasitology, Valencia, pp 163-164.
4. Abranches, P. et al (1983). Le kala-azar au Portugal. III. Résultats d’une enquête sur la leishmaniose canine réalisée dans les environs de Lisbonne. Comparaison des zones urbaines et rurales. Ann Parasitol Hum Com 58: 307-315.
5. Abranches, P. et al (1987). O kala-azar em Portugal IV. Inquérito epidemiológico realizado na região metropolitana de Lisboa: interpretação da estrutura e dinâmica do foco endémico. J Soc Cien Med Lisboa 151: 364-379.
6. Abranches, P. et al (1992). Kala-azar in Portugal. VII. Epidemiological survey in Alijó (endemic region of Alto-Douro). Res Rev Parasitol 52: 121-124.
7. Sampaio-Silva, M.L. et al (1993). Kala-azar em Portugal. VIII. Estudo epidemiológico da leishmaniose canina em três concelhos do Alto Douro. Rev Port Doenc Infecc 16: 241-244.
8. Coelho, S. et al (2005). Estudo sero-epidemiológico da leishmaniose canina na região da Cova da Beira. IX Congresso Ibérico de Parasitologia, Coimbra.
9. World Health Organization (2004). The Vector-Borne Human Infections of Europe – Their Distribution and Burden on Public Health.